
Leis, normas, doutrinas e regras,ciência ágape e ciência thanatos
O espírito não controlado flui como um rio e desemboca na mente e em todo o sistema tricotômico. Assim agem as emoções. O mundo caracteriza-se por apresentar o máximo possível de emoções e novidades, que são ondas de valores e fundamentos de morte. De maneira cíclica, elas exercem forte pressão emocional sobre a mente humana. Provêm de todos os lados e sob todas as formas, tentando adentrar o sistema tricotômico para desarquivar valores e encontrar ocasião no indivíduo despercebido.
Nessa desorientada viagem em busca da possível perfeição, o ser humano expõe-se a todo tipo de pressão emocional. O viver diário distingue-se por uma busca emocional que, devidamente experimentada, produz equilíbrio interno e fortalecimento nas tendências e estruturas psíquicas. Em caso de pressão emocional indevida, porém, a estrutura tricotômica sofrerá os seus lesivos efeitos. A pressão emocional na verdade busca ocasião numa estrutura social desorganizada que, sem leis, normas, doutrinas ou regras, permite que o espírito humano caminhe por variados trajetos.
A lei e o espírito humano
Lei é o mecanismo de controle e governo indireto dos sentidos e saídas do pneuma. Pode-se dizer que o braço da lei é a camisa-de-força do pneuma.
A lei existe e foi feita pelo Espírito e para o Espírito.
Ela faz parte de todo agrupamento social desde os primeiros relatos da história do homem. Toda concentração humana, desde a aglomeração mais simples e primitiva até a mais elaborada estrutura social, necessita da utilização e aplicação de normas e regras. A hierarquia, a delegação de poderes, a autoridade e toda forma de controle são na verdade salutares para o espírito humano. Sabendo-se que a mente pode caminhar por toda uma estrutura racional e ao mesmo tempo percorrer um extenso campo de irracionalidade, é fundamental que toda e qualquer estrutura humana seja calcada em parâmetros e normas de conduta. A ausência de doutrina é certamente um fator de aniquilação de todo e qualquer agrupamento social.
As normas e leis existem para conter o espírito humano, e uma nação que não contém o seu espírito não possui entendimento e, se não possuientendimento, certamente as ciências de morte não encontrarão oponentes e se multiplicarão em extensos e lesivos efeitos.Uma nação corrompida e sem leis permitirá que o espírito humano lhe garanta um futuro inevitavelmente sombrio. E esquadrinhar o espírito humano sem qualquer parâmetro de normalidade é o mesmo que entrar no mais profundo eobscuro abismo. Uma nação que não cumpre leis se corrompe, julga injustamente e governa sem entendimento. O resultadoinevitavelmente será a falência de todo o sistema. O governo que semeia na injustiça com certeza colherá os devidos frutos, quedolorosamente se manifestarão com extensos malefícios sociais.
A mente humana necessita, para o seu próprio bem-estar e para obter o melhor desempenho possível, de um conjunto de normas e critérios. A falta de direção e de um caminho a seguir dentro do mundo emocional resulta em descontrole, ansiedade e incertezas, permitindo com isso o descontrole emocional, que é compatível com a própria falta de critérios. Portanto, a mente humana precisa de padrões de conduta, de leis e regras sociais, para que o seu lado racional seja aprimorado.
O racional e o irracional
O comportamento racional procura sujeitar-se a um padrão de conduta, pois questiona, investiga, analisa, decide e, cientificamente, elabora e processa toda ordem e valor que proceda do pneuma. Toda essa seqüência seguida pela mente racional é uma organização criteriosa com fundamentos em uma norma de conduta. O comportamento irracional, por outro lado, não está sujeito a nenhuma estrutura organizacional, pois não questiona, não investiga e nem analisa. Sendo assim, não pode decidir como proceder mediante os valores que procedem do pneuma.

Um código para o espírito
Toda palavra, como já vimos, é revestida de autoridade e, seja por ação direta (verbal), seja por ação indireta (derivação afetiva), designa uma ação, ordem ou valor. E toda ação, ordem ou valor é um arquivo suscitado do pneuma, com características permanentes. E todo arquivo possui a sua área de atuação delimitada — pela lei implícita na estrutura verbal — para que não ocorra uma invasão ao verbo ou arquivo vizinho. Se isso acontecesse, o arquivo perderia seu conteúdo verbal inicial e característico.

Alargar a porta é fazer concessões, e fazer concessões é corromper o que está preestabelecido.
Normatizar, parametrizar, controlar, coordenar, delimitar, padronizar, doutrinar, educar, ensinar e regrar são ordens e valores com imenso potencial, quando utilizados pelo homem de entendimento e inteligência.
O ato de submeter ou não o espírito humano a um código ou padrão de conduta é que vai determinar os caminhos éticos percorridos pela mente. Se o espírito estiver sujeito a valores de morte, será correto para a mente percorrer caminhos de morte. A mente, gostando ou não, seguirá sempre o mapa comportamental que lhe for apresentado como eticamente correto. O comportamento humano precisa que a mente utilize um padrão de conduta. A mente humana sabe que não é uma opção, ela na verdade necessita, anseia e clama por uma normatização nas condutas do ser humano.
A mente humana requer educação, um direcionamento com normas e critérios a serem seguidos. Ela busca também entendimento, para não aplicar indevidamente as ciências. Somente com conhecimento seguido de entendimento lhe será possível diferenciar as ciências de vida e de morte e fazer a devida aplicação de seus valores e fundamentos.
Sujeitar ou sujeitar-se
A história da humanidade é um permanente e profundo exercício de submissão, autoridade e rebelião. A diferença, interação e aplicação ou não de cada uma delas é que faz a diferença entre equilíbrio e desequilíbrio emocional, psíquico e somático. O exercício da autoridade é um fundamento que prepara a estrutura tricotômica para um desenvolvimento psíquico. Inicialmente, estamos sujeitos a uma autoridade superior, o que nos adestra para posteriormente exercermos também autoridade — saber obedecer direciona a mente humana para um bom governo. A prática saudável da submissão e da autoridade é fator de crescimento e consolidação psíquica.

O desempenho das emoções no sistema tricotômico obedece limites e padrões específicos. Se forem identificados como ciências de vida, temos o padrão ágape. Se forem identificados como ciências de morte, temos o padrão thanatos. Os movimentos sociais, as informações geradas pelos variados meios de comunicação, a estrutura cultural das comunidades e toda uma série de possíveis métodos de expressão e de relação do comportamento humano seguem apenas um desses padrões. Toda relação humana, em qualquer canto da terra, está centrada e fundamentada ou em ágape ou em thanatos, deixando sempre as suas inevitáveis conseqüências.

A identificação como ágape ou thanatos define os parâmetros e limites de cada ciência. O comportamento humano, a relação humana em geral, necessita conhecer e entender os limites e conseqüências de cada ação científica no comportamento humano. Para tanto é necessário que se tenha conhecimento, de modo a alcançar os limites entre o normal e o anormal. O comportamento anormal não é simplesmente uma atitude isolada e inconseqüente, é uma ação que agride o próprio indivíduo e também a estrutura social, um padrão de conduta que pode ter parâmetros de normalidade, ou ágape, ou parâmetros de anormalidade, ou thanatos.
Ciência ágape
Dentro do território do pneuma, de onde procedem as ciências, através dos sentidos e saídas, temos um parâmetro básico e central de todas as ciências de vida, que é a ciência ágape. A REP apresenta a ciência ágape como a padronização do comportamento humano dentro de valores que preservam a estrutura tricotômica pela normatização e doutrinação do comportamento humano dentro de um padrão ético e moral.
A ciência ágape é um corpo de leis, normas e critérios que conduz a estrutura tricotômica a um caminho emocional capaz de manter saudável todos os seus componentes. Ela direciona a mente para a consolidação, o soma para uma salutar relação com o seu interior e o pneuma para uma relação emocional satisfatória com as emoções em geral, conduzindo cada componente tricotômico ao que realmente necessita para se manter terapeuticamente sadio.
A ciência ágape também é definida como a ciência que estuda o indivíduo e a sua relação com o seu universo emocional, comportamental e social dentro dos parâmetros de normalidade. Quando o indivíduo tem o comportamento pautado pelos parâmetros da ciência ágape, ele caminha em trajetos de vida. Se não possui essa referência, esses trajetos são de morte, evidenciados pelos distúrbios de comportamento.
A ciência ágape reconhece como pontos básicos a serem desenvolvidos: a estrutura familiar, o relacionamento sexual, o relacionamento social e o conhecimento, como veremos a seguir.
Estrutura familiar
A união entre um homem e uma mulher, havendo ou não geração de filhos, é fator de intenso crescimento afetivo e psicológico. O trabalho conjunto do casal na preservação familiar é ponto comum para a união, o companheirismo e os objetivos mútuos que consolidam e fortalecem os componentes psíquicos. A estrutura familiar é um saudável exercício de hierarquia, de autoridade e obediência, entre outros. O papel desempenhado pelo pai e pela mãe são insubstituíveis na relação familiar. Qualquer formação familiar que não obedeça a essa ordem e seqüência natural e fisiológica é um valor que gera morte aos indivíduos. Quanto aos parâmetros de autoridade e no exercício dos valores de vida, é necessário que homem e mulher estejam sujeitos um ao outro e os filhos sujeitos aos pais, que é um salutar exercício afetivo de normas, regras e conduta.
Relacionamento sexual
É uma área que sofre intensa agressão emocional, psíquica e física, pois não há para ela qualquer parâmetro de normalidade preconizado pelas ciências ditas modernas. Desarquivamentos incorretos estão sendo utilizados como valores de vida, quando na verdade são valores de morte. Pude observar um exemplo dessa distorção e do desconhecimento que o ser humano tem de si mesmo numa entrevista em que uma criança estava vivendo com dois homossexuais e dizia que a sua experiência familiar era boa, pois tinha agora dois pais. Ora, pai não faz papel de mãe, e onde estava ela? A REP reconhece que todo relacionamento sexual que não seja entre homem e mulher certamente será causador de enfermidades emocionais, psíquicas e físicas, lesivas ao sistema tricotômico. (Um ponto desconhecido nas sexopatias, e principalmente no homossexualismo masculino, são os seus altos índices de suicídios e doenças psíquicas, que continuam despercebidos e são sempre encobertos pelos terapeutas modernos.)
Relacionamento social
A ciência ágape age no relacionamento social como uma experiência afetiva que cura, preserva, alimenta e fortalece cada compartimento da tricotomia, respeitando o fisiologismo de cada estrutura e obedecendo os seguintes padrões:
Com o próprio indivíduo (autoterapia). Governo e controle do pneuma, resgate psíquico, liberação emocional de valores de morte, fechamento e abandono de valores de morte, coordenação dos pensamentos, higienização dos componentes psíquicos, manutenção dos valores de vida, domínio somático, renovação do entendimento, autodomínio, controle emocional, disciplina e organização de cada setor tricotômico.
Do indivíduo com o seu convívio social. Mediante os itens do tópico anterior, o indivíduo, em seu convívio social, ao utilizar parâmetros em ágape, certamente crescerá em conhecimento, entendimento e racionalidade e poderá observar e entender o seu papel no contexto social. Poderá também entender que toda experiência, atitude, decisão, contato, interação, ou seja, toda relação social da raça humana sujeitará a engrenagem tricotômica conforme o valor e o fundamento utilizado. Nesse processo, é necessário: renovar os valores sociais (saber que a interação e a simbiose social doentias precisam ser devidamente tratadas, para evitar maiores prejuízos); dimensionar e entender os valores emocionais dos indivíduos (mesmo que sejam valores de morte, pois o problema não é o indivíduo, e sim os valores); praticar a fidelidade, a organização e a responsabilidade social; exercer a justa delimitação afetiva e material em seu contexto social.
Territórios afetivos. Os indivíduos possuem territórios afetivos que não podem ser agredidos ou invadidos. Há necessidade de preservação dos limites emocionais e afetivos na união familiar e social. Esses territórios devem ser conquistados e alargados para beneficiar o crescimento e a consolidação psíquicos.
Conhecimento (ou educação)
Adquirir conhecimento é extremamente benéfico para a estrutura tripartida do homem. E o principal conhecimento, necessário à humanidade nos dias atuais, é o relatado na tricotomia humana segundo a REP. Conhecer inicialmente a si mesmo agiliza a compreensão das demais ciências, tanto de vida quanto de morte. A falta de conhecimento acerca de si próprio é a causa de muitos equívocos e malefícios pessoais, como se observa na prática médica diária. A educação é uma forma de controle e governo dos sentidos e saídas do humano, gerando um progressivo equilíbrio em nosso ser interior. O equilíbrio emocional tem início no conhecimento e entendimento das ciências que envolvem toda a estrutura humana, na eficiente observação do indivíduo dentro dos parâmetros distintos que existem entre o normal e o anormal. Somente assim se poderá entender que existe psicologia thanatos e psicologia ágape, medicina thanatos e medicina ágape, ciência thanatos e ciência ágape.
Algumas definições
É importante ter em mente determinadas definições, segundo a REP:
Conhecimento. Idéia, noção, informação, discernimento ou aprendizado que um indivíduo adquire acerca de um determinado objeto ou fenômeno.
Ciência. É a soma ou conjunto de conhecimentos que, agrupados com métodos específicos, informam sobre um objeto ou fenômeno.
Entendimento. É entender, discernir e compreender que existe diferença entre as ciências. Há ciências que são de vida e ciências que são de morte. É também entender que há diferença entre certo e errado, normal e anormal, vida e morte e que há parâmetros, normas, condutas e conseqüências distintas em tudo que é relacionado ao ser humano.
Inteligência. Rejeitar a influência e a ação das ciências de morte na estrutura tricotômica.
Sabedoria. Crescer em conhecimento com entendimento e inteligência.
Racional. É a condição em que ocorre a possibilidade de governo e controle dos sentidos e saídas do pneuma. Ex.: o ser humano.
Irracional. É a condição em que a mente não possui a capacidade de governar e controlar o pneuma. Ex.: os animais e o ser humano em determinadas situações.
Portanto, a ciência, para ser identificada como de vida, tem de estar parametrizada em ágape. Só assim se conhecerá e entenderá a diferença entre normal e anormal. E, de posse desse entendimento, é possível obter psicologia, medicina, filosofia, biologia e antropologia saudáveis e eficazes, e quaisquer outras ciências. Isso porque as ciências, sem a influência do anormal, podem atingir o seu potencial máximo e chegar ao pleno conhecimento. São diferentes das ciências em thanatos, que analisam e tratam os indivíduos com fundamentos e parâmetros ilusórios, místicos e obscuros, sem qualquer significado terapêutico satisfatório, desconhecendo a fundamental diferença que existe entre normal e anormal e sujeitando a mente humana aos caminhos de morte do pneuma humano.
Os sonhos
Sempre que houver uma atividade neurológica mais aprimorada, como é o caso do ser humano, é possível haver os sonhos, que nada mais são do que atividades mentais e/ou psíquicas de um ser vivo fluindo na memória e no pensamento durante o sono. O sonho envolve as experiências afetivas diárias, os valores adotados e rejeitados pelo indivíduo e por uma infinidade de informações e mensagens que, captadas no dia-a-dia, se tornam companheiras do universo emocional de cada um. Não possuem nenhum valor terapêutico ou parâmetro para a obtenção de qualquer diagnóstico e também não são situações reprimidas nas mentes dos indivíduos.
Os traumas emocionais
Conforme o diagrama dos trajetos da mente humana (pag 104), é possível traçar graficamente o que representa um trauma emocional, pois cada nível da mente humana representa a conseqüência de um progresso conjuntural dos componentes psíquicos e dos compartimentos tricotômicos, previamente experimentados, conhecidos e aprendidos em sua escalada pelos caminhos do pneuma. Quando somos defrontados com uma situação de abrupto e inesperado escalonamento emocional, em qualquer direção, estamos diante de um trauma emocional. (Digo “em qualquer direção” porque é possível trilhar e avançar inesperadamente tanto em caminhos de vida como em caminhos de morte, pois a REP reconhece a existência de traumas emocionais satisfatórios — caminhos de vida — e insatisfatórios — caminhos de morte.)
Dependentes químicos,tranqüilizantes e sedativos
A multiplicação na produção de sedativos no mundo e o acentuado consumo de drogas são conseqüência das ciências de morte que constantemente emergem do pneuma humano. Tais ciências exercem uma intensa pressão emocional no indivíduo, que, sem conhecimento e sem uma estrutura psíquica adequada e fortalecida, fica sujeito aos valores de morte.
Como já aprendemos, o que enferma o homem não é o que entra, e sim o que sai de seu pneuma. O saneamento e a cura do homem também obedece a esse princípio. Os valores de vida precisam ser desarquivados para agirem no sistema tricotômico. Por isso os medicamentos nada resolvem: eles não possuem a capacidade de atuar em nosso ser interior. O que fazem na realidade é minimizar os efeitos de uma intensa ação hormonal sobre os componentes físicos (ex.: estresse). Podem até auxiliar na diminuição da excitação, na indução ao sono, no controle dos indivíduos com perturbação mental ou comportamental, porém sempre agindo no soma, jamais na psique ou no pneuma. Uma palavra de vida ou um fundamento em ágape, porém, possui uma enorme capacidade de gerar uma emoção satisfatória e benéfica a toda a estrutura tricotômica.
O consumo e a disseminação das drogas tem extenuado e agredido violentamente a mente e a estrutura somática dos indivíduos, por meio da geração de ilusão, de depressão, de um intenso desconforto psíquico e de um forte comportamento dissociativo, que é o indivíduo escravizado pelo seu próprio pneuma e mantido refém nos caminhos de morte. As drogas rompem com os valores sociais e deterioram a estrutura organizacional das comunidades, eviscerando em seus dependentes todo tipo de comportamento anormal e agressivo existente nos caminhos de morte. Elas trazem à tona a influência do irracional semeada no mundo das ilusões.
Ciência thanatos
Dentro do território do pneuma, de onde procedem as ciências, através dos sentidos e saídas, temos um parâmetro básico e central de todas as ciências de morte, que é a ciência thanatos. A mentira caminha junto com a verdade, e essa afirmação se deve ao fato de que as ciências de vida têm a companhia constante das ciências de morte em todos os seus fundamentos, valores e dogmas. Para tudo que é normal temos um equivalente anormal: para a ciência da vida, temos a ciência da morte; para a ciência ágape, temos a ciência thanatos; para a medicina ágape, temos a medicina thanatos. E por aí vai com todas as ciências. E o pneuma humano, como já descrito, é possuidor de arquivos de vida com os equivalentes arquivos de morte.
Em nosso mundo atual, temos ciências que são predominantemente de morte (em thanatos), tais como: todos os tipos de religião, a teoria da evolução, parte da ciência comportamental recomendada pela psicologia moderna, a psicanálise, as terapias alternativas infundadas e irracionais (terapia das cores, das pedras, dos gritos, do sorriso, da pirâmide etc.), a filosofia (a verbalização do irracional), alguns segmentos da medicina, das artes e da cultura.
Essas ciências são denominadas pela REP como thanatos. E, como o ser humano é possuidor de uma capacidade científica dupla e antagônica, a sua falta de conhecimento e entendimento tem levado o planeta Terra a sofrer com o próprio homem. O nosso planeta é companheiro de nossas angústias e anseios, pois esse comportamento desinteligente da raça humana tem levado o irracional para a nossa fauna e flora, de um modo que ultrapassa o absurdo. Um exemplo é o rinoceronte negro. Ele está beirando a extinção porque o seu chifre está sendo arrancado e moído para ser transformado em estimulante sexual. Os elefantes estão sendo sacrificados para se produzirem carimbos com as suas presas. O cavalo marinho está desaparecendo de seu hábitat junto com outros animais para ser moído e servido como chá terapêutico. Vemos a Terra chorando e sangrando, manifestando a morte por intermédio da extinção de incontáveis espécies. É impressionante como os caminhos de morte do pneuma humano possuem a capacidade de atingir todos os segmentos sociais e também de lesar mortalmente o próprio planeta. (“Sem leis não há como conter o espírito humano”.)
A ciência thanatos, para o auxílio e multiplicação das ciências de morte, possui como pontos principais a desestruturação familiar, a ausência de parâmetros nas relações sexuais (a prioridade é a satisfação física, mesmo em detrimento da saúde psíquica), a falta de parâmetro comportamental (tudo é normal), o desconhecimento acerca da natureza e da tricotomia humanas, a camuflagem científica, a verbalização incontida, a imagem thanatos e a palavra thanatos. Esse conjunto tático atua no universo emocional em várias frentes com métodos distintos e que conduzem a mente humana a uma interpretação errônea (ilusória) dos sentidos e saídas que procedem do pneuma, causando em curto e em longo prazo perturbação e conflitos emocionais no homem interior, que podem fermentar e corroer os valores de vida (ciência ágape) já estabelecidos e promover uma invisível permuta por valores de morte (ciência thanatos), sem que seja notada pelo indivíduo a sua agressiva e feroz ação.
A ciência thanatos utiliza determinados meios e canais para caminhar, divulgar e se proteger dentro do mundo científico. Esses métodos são bem distintos quando temos algo ou alguém para nos estimular a manter um alerta contra tais mecanismos de ataque. Nesse caso, a REP se manifesta e se apresenta como a lente de um microscópio que, após uma ampliação e a correta averiguação dos fatos, informa a imensa cadeia “bacteriana” que existe e atua na defesa desses fundamentos de morte. A ciência thanatos utiliza a camuflagem científica, que é a similaridade quase perfeita entre fundamentos de morte e fundamentos de vida (a mentira caminha junto da verdade, o anormal espelha-se no normal).
A ciência thanatos utiliza também a verbalização incontida, que é a imensa quantidade de palavras, conceitos e especulações utilizados para defender ou argumentar sobre determinados temas. Existem livros de psicologia e sobre o comportamento humano que fazem referências ao Universo, à religião, ao misticismo, à flora e ainda a um incontável número de conceitos e palavras “novas” que trazem uma aparência de conhecimento, mas que são na verdade ilusórios e extremamente perturbadores para a mente humana. São caminhos abertos pneuma adentro em direção ao anormal e ao irracional, gerando, após uma intensa expectativa, um enfraquecimento nas defesas psíquicas do indivíduo, que, sem argumentos, cai na armadilha de perscrutar o pneuma sem os corretos parâmetros de normalidade.
A ciência thanatos utiliza as imagens thanatos, que são pessoas, objetos, marcas, figuras, imagens, sons etc., utilizados para induzir o público a consumir valores de morte, através da associação com imagens e valores de vida.
A ciência thanatos utiliza as palavras thanatos, que são aquelas utilizadas na hora e no momento certo para que um fundamento ou valor de morte não seja agredido ou desmascarado. Ou, melhor dizendo, são palavras certas nas horas erradas. Ex.: Quando se diz que as sexopatias são um distúrbio de comportamento e uma agressão social, a ciência thanatos utiliza a palavra thanatos “discriminação”. Ou quando a TV e os demais meios de comunicação são flagrados com uma total desordem em suas informações — pornografia, criminalidade, aberrações culturais — a ciência thanatos utiliza as palavras thanatos “liberdade de imprensa” e “censura”. Argumentam que estão gerando empregos, perguntam onde está a liberdade de expressão e, pior ainda, ousam dizer que fazem parte da cultura e da intelectualidade. (Os meios de comunicação em qualquer parte do mundo necessitam de uma dimensão e compreensão do que representam as informações e imagens por eles geradas.)
Essas formas de atuação das ciências thanatos são alguns dos ingredientes da mensagem subliminar que existe nos meios de comunicação e não passam de uma dissimulação das emoções insatisfatórias e dos fundamentos de morte que atuam desarquivando do interior humano valores capazes de agredir e enfermar o sistema tricotômico. Essa técnica é intensamente utilizada pelos meios de comunicação que, na forma de pressão emocional, agridem, desestabilizam, substituem valores já devidamente firmados por outros que interessam naquele momento e bombardeiam a estrutura tricotômica.
A partir do momento em que a REP nos ensina que a percepção emocional e afetiva tem a capacidade de despertar valores para serem inseridos no sistema tricotômico, é necessário que haja uma educação e uma profunda análise dos meios de comunicação e de quem recebe as informações. Porque a ciência thanatos, com os seus vários métodos e mecanismos de ação, na forma de mensagens subliminares, pode influenciar diretamente o padrão comportamental de toda uma sociedade.
Todas essas formas de comunicação e relação em thanatos precisam ser muito bem entendidas, pois, como já aprendemos, tudo que adentra o sistema tricotômico possui a capacidade de suscitar valores de vida e de morte em nosso pneuma, os quais, na ciência thanatos, dissimulados e entrincheirados na aparência e na qualidade, podem trazer à tona uma infinidade de distúrbios de comportamento e abortar uma grande quantidade de alterações nos processos mentais. Se os meios de comunicação não forem devidamente educados, equilibrados, coerentes e racionais, o que é totalmente diferente de censura, eles podem destruir um povo, num verdadeiro “caso de ódio” com o público, que, sem defesas, sem conhecimento e sem noção do que é ciência thanatos, abre a guarda emocional e afetiva para um inimigo violento e destruidor. Ou seja, o indivíduo expõe a sua intimidade aos valores em thanatos sem perceber o suicídio interior que está cometendo.
Portanto, preste muita atenção na forma de se relacionar com o mundo emocional que está ao seu redor, na ciência thanatos, que, utilizando os mecanismos já citados, não encontram oponentes na sua invasão e no crescimento científico e cultural, pois, como já dissemos, para cada informação de vida existe um equivalente de morte. A multiplicação da ciência thanatos é visível em todos os níveis culturais da sociedade dita moderna.
A psicanálise é uma ciência thanatos.
A psicanálise invadiu o mundo científico no século passado, de um tal modo e com tamanha ferocidade que é um exemplo marcante de como as ciências de morte se espelham e caminham juntas com as ciências de vida, ou seja, a verbalização do pneuma, quando indevidamente entendida e incorretamente defendida, transforma-se em um canal de agressão ao sistema tricotômico. A psicanálise tem como bases de análise e estudo os seguintes fundamentos: inconsciente, estruturas da personalidade, resistência e sonhos. Vejamos as definições de alguns elementos segundo a ciência thanatos:
O inconsciente. Quando um pensamento ou sentimento parece não ter relação com o indivíduo, a sua conexão está no inconsciente.
Id, ego e superego. A personalidade possui id, ego e superego. O id possui impulsos básicos, tipo sexo e agressão, e é inconsciente. O ego é a parte consciente e racional da personalidade. O superego é tão inconsciente quanto o id, pois não se sabe como funciona (segundo a psicanálise). É a parte da personalidade que se relaciona com o certo e o errado, com a moralidade e o comportamento, com o sentir e o pensar. É tão poderoso quanto o id em relação às exigências que faz ao ego. A psicanálise diz que esses três aspectos interagem durante toda a vida. Freqüentemente, estabelecem-se conflitos entre eles, conflitos que, via de regra, permanecem inconscientes. De modo figurado, o id ordena: “Faça isso!”, o superego implora: “Não, não!”, enquanto o ego fica entre os dois, fazendo o que pode para resolver o conflito.
Resistência. É a oposição de um paciente a recordar eventos passados, devido a uma oposição do inconsciente.
Sonhos. Os sonhos constituem a expressão simbólica da totalidade psíquica e, de modo especial, da parte inconsciente de quem sonha. A psicanálise diz também que o sonho é a “estrada real” que leva ao inconsciente, alimentada pelos desejos e ansiedades diárias.
Algumas outras teorias acerca dos distúrbios de comportamento defendem que as situações dissociativas podem ocorrer devido a alterações hormonais, mudanças no desempenho físico ou ainda por uma codificação ou tendência genética. Multiplicam-se intensamente pelo mundo científico terapias de auxílio comportamental e emocional que na verdade são intensamente ilusórias e prejudiciais à mente humana, como as terapias das cores, dos cristais, das pirâmides, da ioga, da acupuntura, além de uma série de outras que estudam e analisam apenas o soma.
As ciências do comportamento, por sua vez, não reconhecendo e nem identificando o ser humano com uma estrutura tricotômica, ficam impedidas de realizar qualquer tipo de estudo ou análise que possa ir além do que se está observando. Isso porque o homem exterior nada mais é do que a expressão, o reflexo, a manifestação de uma longa e variada trilha percorrida pela sua mente nos caminhos do pneuma.
A psicanálise, junto com outras ciências do comportamento, relegaram o homem a um papel irracional e doentio, sem qualquer parâmetro de normalidade. Suas teorias implodiram a mente humana. Ao iludir o paciente com a técnica da resistência, a psicanálise rompeu as barreiras do comportamento normal, alargando e incentivando o surgimento de distúrbios de comportamento. E o paciente, a partir do momento em que, sem resistência, rompeu com os seus valores e dogmas pessoais, entrou no túnel sem fim de sua própria imaginação, passando então a alimentar-se dos frutos semeados nesses caminhos da morte, enfraquecendo e ficando sem condições de retornar.
O desconhecimento acerca do que é normal ou anormal é tão evidente que as teorias psicanalíticas são consideradas as mais avançadas no campo da psicologia moderna, além de a utilização de seu vocabulário e o emprego de suas teorias representarem status cultural! A psicanálise é uma ciência de morte que deixa evidente a engenhosidade e a capacidade da mente humana em refletir caminhos de morte como se fossem caminhos de vida — a ilusão dos sentidos e da mente.
Toda ciência que agride a estrutura tricotômica iludindo, dissimulando, confundindo, criando falsas expectativas, imitando ou se utilizando de qualquer outro expediente é uma ciência de morte. A mente humana, quando observa e analisa em parte, não avaliando nem diferenciando a verbalização do pneuma num todo, permite o surgimento de grandes aberrações e complicações científicas. O pneuma sinaliza com as ciências (ordem verbal). Porém, quando a mente não entende e distorce a informação contida na ordem verbal, têm-se uma ciência thanatos. Um milímetro que falte ou que se acrescente torna tudo falso, enganoso, ilusório, pois a ciência de vida, em ágape, é exata e completa, não pode ser em momento algum acrescida ou subtraída.
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A ciência ágape e os
fundamentos da psicanálise
A psicanálise é a maior mentira científica da história do homem moderno, que de tão engenhosa e tão protegida pelo engano levou a mente humana pela mão e sem resistência ao irracional, conseguindo influenciar as artes, a literatura e outros campos do conhecimento.
Já apresentamos os fundamentos da psicanálise conforme definidos por aquela teoria de engano. Agora veremos alguns desses elementos sob a ótica da ciência ágape:
Inconsciente. Nada há no ser humano que possa ser identificado como inconsciente. Ao ser humano, na verdade, falta o conhecimento acerca de si próprio, o qual, acompanhado de um desgoverno psíquico, torna a estrutura emocional humana extremamente vulnerável ao irracional e aos sentidos e saídas de morte que procedem do pneuma.
A teoria do inconsciente, amplamente difundida no campo da psicologia e mais precisamente na psicanálise, é uma armadilha, uma isca para aprisionar a mente humana. É como um peixinho de plástico no anzol, uma armadilha feita pelo pneuma para atrair a mente humana a caminhos de morte, mantê-la aprisionada e retirar dela a autoridade e a capacidade de governar o sistema tricotômico. Nada há no ser humano que possa ser identificado como inconsciente ou subinconsciente. O inconsciente é um estado patológico, ou seja, anormal e doentio, que está presente na literatura médica apenas nos seguintes casos: traumatismo craneoencefálico, intoxicação (álcool, drogas, medicamentos), variados estádios de coma, estado anestésico, estado de sono (de um modo fisiológico), doenças do sistema nervoso e outras doenças.
Sono. É um estado de inatividade física e repouso mental em que o indivíduo pode ser acordado até a consciência normal. Uma pessoa no sono proporciona pouca evidência de estar cônscia de si própria ou de seu ambiente, e, quanto a isso, ela pode ser considerada inconsciente. O sono é um estado diferente quando comparado ao coma, pelo fato de aquele ainda poder apresentar resposta a estímulos diversos e possuir alguma atividade mental, sob a forma dos sonhos, os quais deixam os seus traços na memória.
Consciência. É a condição de uma pessoa normal quando inteiramente acordada, em que ela responde aos estímulos psíquicos da mente e, por meio do comportamento e da fala, tem a mesma perceptividade que nós de si própria e de seu ambiente. Esse estado normal pode apresentar alterações durante o dia, que vão desde a condição agudamente alerta ou da concentração profunda com uma acentuada redução no campo da atenção até uma desatenção total e sonolência. Toda situação diferente das citadas sobre a consciência humana, sob o ponto de vista psicológico, é uma situação anormal.
Portanto, não há nada no ser humano normal que possa ser chamado de inconsciente ou subinconsciente, em qualquer estrutura tricotômica, seja no pneuma, seja na psique, seja no soma. A situação ou quadro denominado de inconsciente, que é a falta de consciência e percepção acerca de si próprio e de seu meio ambiente, aparece apenas no caso de alguma das enfermidades já citadas ou durante o sono. Para o nosso estudo no campo psicológico e comportamental, nada existe no ser humano que possa ser chamado de inconsciente. Temos na verdade falta de conhecimento de como funciona nossa estrutura tricotômica.
Estar consciente é saber o que se está fazendo, é ter conhecimento. Não ter consciência é não saber o que se está fazendo, é não ter conhecimento. A falta de conhecimento aprisiona a mente humana, impede a conexão entre o pneuma e a psique e induz a pessoa a não se sentir responsável pelos próprios atos, fato esse fomentado pelas escolas de psicologia, que alimentam e defendem a idéia da existência do inconsciente na estrutura humana, teoria reconhecida e identificada pela REP como totalmente falsa.
Id, ego e superego. O anormal se camufla no normal. A única composição constituída por três elementos, na estrutura humana, é a da tricotomia — pneuma, psique e soma, compartimentos esses que podem ser controlados e governados pelo comando psíquico central. O governo e o controle são extremamente benéficos ao homem interior. Quando a ciência thanatos da psicanálise informa que o ser humano possui áreas de inconsciência, está criando uma armadilha para escravizar a mente humana ao pneuma.
Sonhos. Como já aprendemos, a verbalização que procede do pneuma pode ser identificada em nossos sonhos, porém estes não possuem nenhum valor terapêutico ou diagnóstico.
Distúrbios de comportamento. Por que o homem faz o que é errado quando sabe o que é certo? Fazer o que não deseja, corromper valores e princípios pessoais, adaptar-se a um distúrbio de comportamento, estar prisioneiro de um comportamento dissociativo: tudo isso é devido aos trajetos que a mente humana, sem nenhum parâmetro de normalidade, percorre no pneuma. Com a falta de conhecimento do homem interior, que por sua vez gera o desgoverno tricotômico, está montado o cenário propício para o surgimento da face doentia, anormal, irracional e desequilibrada da mente humana.
O que é normal? O que é anormal? O que é certo? O que é errado? Sob o ponto de vista psíquico e conseqüentemente tricotômico, anormal e errado é tudo aquilo que tem a capacidade de agredir e enfermar a psique e o soma, ou seja, a situação emocional gerada para uma efetiva ação em todo o sistema tripartido, que causa o desequilíbrio emocional e psíquico e a atrofia psíquica, resultando nos distúrbios de comportamento ou comportamento dissociativo.
O anseio do mundo ciencífico em obter uma ciência cientificamente coerente e devidamente fundamentada é bem expressado por Edna Heidbreder:
A Psicologia, especialmente nos Estados Unidos, arriscou tudo pra ser uma ciência; e a ciência, em princípio, abstém-se de toda e qualquer especulação que não esteja saturada de fatos e estabilizada por estes. Entretanto, em toda a ciência da Psicologia, não existem fatos bastantes para construir um único sistema sólido.
Isso confirma o que a REP vem informando desde o começo, pois o trabalho no campo das hipóteses, do ilusório e do irreal agride, confunde, conflita e perturba a mente racional de qualquer indivíduo, o que é uma característica das ciências em thanatos.