
Conclusão
O estudo do comportamento humano feito pela REP, ao passar inevitavelmente pela riqueza do homem interior, revela-se como a ciência da ciência.
Ao longo da história, o mundo científico tem produzido valores e fundamentos com efeitos devastadores nas populações em geral, efeitos esses que só poderão ser corrigidos com o tempo e com a correta avaliação das gerações futuras. E, não poderia ser diferente, ciências como a psicologia e a filosofia, que se propõem a tratar e definir o comportamento humano com suas incontáveis variações, necessitam também ser totalmente refeitas e redefinidas. Pois a REP determina que chegou ao fim o tempo de tais ciências causarem tantos malefícios com seus inoperantes e lesivos fundamentos de morte. E não haveria ocasião mais apropriada do que esta, em que entramos neste excepcional e importante século, que denomino “século do pleno conhecimento”.
Cada século conquistado pela humanidade é um novo patamar de conhecimento, melhor que o anterior. E conhecimento quer dizer liberdade, ou melhor, conhecimento de vida quer dizer liberdade e conhecimento de morte quer dizer aprisionamento. O que a palavra “conhecimento” representa para a humanidade está muito além do que possamos imaginar, pois o mundo científico precisa parar definitivamente de tratar o ser humano como um tubo de ensaio, de colocar de tudo em seu interior e de evidenciar efeitos colaterais extremamente lesivos sem nada fazer para reparar as seqüelas. A expressão “tentativa e erro”, que é um termo de análise e parâmetros no campo das pesquisas, é desprezada quando aplicada ao comportamento humano, pois continuamos a presenciar os canais de informações alimentando a mente humana com caminhos e fundamentos de morte e rejeitando os parâmetros e valores de vida.
Os frutos dessa doentia semeadura certamente serão colhidos por toda estrutura que desejar e se mantiver conivente com tais valores e fundamentos. Felizmente, por outro lado, os frutos semeados com os fundamentos e valores da vida também serão devidamente colhidos, apesar da pressão contrária por parte do mundo científico e cultural. (É alarmante constatar que um profissional que passou anos numa universidade não possui nenhum parâmetro de normalidade e tranqüilamente concorda e incentiva jovens a comportamentos anormais e práticas sexuais variadas que muitas das vezes beiram a bestialidade.)
A ciência do engano joga a mente humana no perverso mundo das hipóteses e do inimaginável, e esta, depois de todas as tentativas possíveis, entra num estado de progressiva fraqueza, de defesa exaurida, facilitando o mergulhar em profundos abismos.
Procurei ser o mais objetivo possível, evitando de todas as maneira entrar no campo das hipóteses, das palavras e dos fundamentos desconhecidos e fantasiosos. Por isso este trabalho foi publicado somente após 27 anos de pesquisa no Brasil e no exterior. É necessário um basta, urgentemente, não há mais tempo a perder. A mente humana precisa de valores de vida, de uma âncora sólida, verdadeira e confiável, pois a qualidade de vida obtida no mundo moderno também precisa ser levada ao nosso ser interior. O ser humano tem para consigo mesmo a obrigação de dizer e reconhecer que está quebrado e desestruturado em seu interior, e não a de insistir em dizer que está tudo bem, quando sabe que não é verdade. Não podemos fechar os olhos para as centenas de suicídios cometidos diariamente em todo o mundo nem deixar de observar que a qualidade de vida do homem dito moderno chega muitas vezes ao campo do irracional.
A REP está lançando as bases da psicologia do novo milênio, o “milênio do conhecimento pleno”. E fique definitivamente entendido que existe, existiu e sempre existirá diferença entre certo e errado, normal e anormal e verdade e mentira. E são situações que representam para a estrutura emocional, para a estrutura psíquica e para o comportamento humano nada mais nada menos que a diferença entre a vida e a morte de nosso ser interior.
A REP, como uma escola de observação, tratamento e orientação comportamental, chegou aonde os filósofos, pensadores e psicólogos estão tentando chegar a milênios. Tudo isso devido ao fato de ter conseguido definir minuciosamente cada área e cada compartimento da estrutura humana. Sem definir natureza humana, pneuma e psique, não é possível ligar todos os elos de tão engenhoso sistema, que é a estrutura tripartida do ser humano. Manter uma área isolada das demais inevitavelmente fará sucumbir toda a estrutura, enquanto a interação tricotômica, ocorrendo de modo satisfatório, permitirá o equilíbrio e o correto desempenho de cada compartimento.
O ser humano tem de compreender que ele não será punido em sua existência por possuir um potencial tão engenhoso em seu interior. O que ele necessita na verdade é conhecer a si mesmo, valorizar-se como um ser racional e afetivo e definitivamente passar a comportar-se e a relacionar-se, em todos os níveis e setores da sociedade, com conhecimento, entendimento, inteligência e sabedoria, sabendo, principalmente, que a negligência ao conhecimento de si próprio certamente lhe causará enormes malefícios. Os benefícios só virão havendo zelo, controle e governo de todo o seu ser.

